Meus sonhos verdes

Arrisco-me a escrever aqui tudo que penso,sinto,creio e quero.

Tudo que sou eu.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Silêncio

Isso é tudo que eu tenho.
Tudo que não queria ter.


Dois dedos de amargura ainda me esperam no copo sobre a mesa
Janela aberta pra noite e um sofá encostado na parede da sala.
Aqui estou, fitando de longe as nuvens negras que brincam de se

desfazer no tempo.


Corro os olhos por todas as lembranças que você deixou.
É difícil acostumar com um sorriso só.
Fica um vazio
Um estranho silêncio que toma conta de tudo.
Sobra um lugar no sofá.
Sinto medo desse silêncio que chegou
Mesmo sabendo ser ele meu companheiro fiel de todas 
essas noites vazias que você me deu.


Agora eu fico aqui deitado
esperando você entrar pela porta e me abraçar.
Difícil é acordar e ter de aceitar que tudo acabou virando lembrança.
Sonhos que vão embora pra manhã chegar.




Marcos Felipe.



segunda-feira, 9 de julho de 2012

Vamos brincar de fingir e ver quem consegue chegar ao fim desse jogo sem se machucar.

Nunca quis ser um vencedor
jamais pensei em arriscar nesse jogo de azar.

Dói, deixa marca e não acaba nunca.





Marcos Felipe.

sábado, 7 de julho de 2012

Três palavras.



Hoje eu me sinto bem.
Tudo segue em paz
e aqui estou.
Não me acanho mais
se os móveis já mudaram de lugar.
Ainda tenho algumas folhas em branco
e um lápis quebrado pra usar.

Deixe-me rabiscar algumas linhas
e contar pras paredes
tudo que eu guardo entre os girassóis
e as nuvens que juntos contamos
e guardamos dentro daquele porta retrato.

É eu sei,as diferenças são reais
Calma! Não vamos hesitar assim sem ao menos lembrar
dos dias de sol
e de todas as noites
que sonhamos e dividimos a mesma vontade de amar.
Sem pressa amor, eu tenho tempo
eu sei, você também.
Então me abraça agora
por hoje o que eu quero é ver o seu sorriso
e ouvir voce dizer que sou eu o seu abrigo.

Estou compondo a minha melhor música.
Escrevendo o meu melhor verso
Não quero promessas
Não estou em busca de certezas
Aprendi a enxergar além dos montes
e hoje estou aqui só por você.
Só pra te ver.
Não tem segredo,é só isso que eu quero dizer.
Palavras tortas e as vezes sem sentido
rabiscam no tempo os mais puros sentimentos
de um homem que aprendeu com você o que é
e como conjugar aquele verbo tão lindo e difícil
de se usar.


Marcos Felipe.


Ps: 


Talvez esse não seja o melhor momento pra postar esse texto, mas ele precisava estar aqui.
Tarde demais ? 
Não sei. Talvez.
Mas quem sabe ?
Os dias acabam
até mesmo as noites
E o que sempre fica é a lembrança.
E a saudade dos dias que não sentia essa dor
esse nó que não desata.
Enfim, ta aqui.
O nosso refrão
está aqui.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Preciso ocupar meu tempo.
Parar de me preocupar tanto com tudo 
e ver se as coisas começam a clarear.
Faz tempo que o tempo vem querendo mudar
Odeio essa sensação de que sempre está prestes a chover.


Marcos Felipe.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Aceito a condição.

Faz algum tempo que tudo se perdeu
Mas afinal, se perdeu o que ?
Não sei mais.
Não sei nem se encontrei o que perdi algum dia.

Tanto faz
Outra vez eu volto a falar sobre tudo que eu deveria esquecer
sobre você e todas as vezes que acreditei falar de nós.

Tanto fez.
Essa é a verdade.
Parece que realmente tudo não passou de mero capricho do tempo.
Glacê de um bolo de vento.
Pelo menos é isso que você me faz sentir.
Suas palavras, ou a falta delas, me levam sempre pro mesmo lugar
Pra lugar nenhum.

Não vou mais falar da dor que sinto ao fechar os olhos e ver você
e nem do amargo abraço no travesseiro por ser ele a única companhia na hora de dormir.

Quebrei a ampulheta do meu tempo
E agora o tempo que tinha
se misturou com o sangue que ficou nos cacos de vidro espalhados pelo chão.
Quem se importa ?
Você ?
Parece que não.
Nem eu, talvez.

Vamos deixar ser como bem quer
e ver até onde vai essa história mal contada e mal escrita.
Mantenha a pose, diga que continua sem se importar
e eu aceito a condição.
Vamos dançar essa música até o final
Vai ser como jogar limão nos olhos e olhar pro sol.
Mas tanto faz, tanto fez.
Afinal, quem se importa?



Marcos Felipe.




sexta-feira, 30 de março de 2012

Dançando a vida eu vou seguindo.
Sigo por ai, perdido aqui,me encontrando em qualquer lugar.
Mais uma noite, mais um motivo pra você não esquecer
que sou bem mais que mero enfeite na sua sala de estar.
Levanta e faz pose, vamos dançar a mesma canção enquanto o tempo não resolve mudar.
Encosta teu corpo no meu, levante e faça a noite clarear.
Joga pro lado esses lençóis e deixa ser como bem quer.
Canta comigo aquela música que ouvimos juntos tantas vezes.
Vamos aproveitar as luzes apagadas da cidade enquanto o tempo não muda tudo de lugar.

Marcos Felipe.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Reflexo da alma

Em que espelho perdi mesmo minha face?
vivo procurando reflexos de minha alma
procuro por diferentes olhos e olhares
um eu perdido por algum lugar.

Que o silêncio possa se estender por todo o percurso da madrugada.
Passo os olhos no espelho procurando qualquer palavra que possa me explicar absolutamente
o significado do não-amor...
que me revele o amargo, o ausente e afogue essa urgência narcisista que alcança cada pensamento meu.
Passo os olhos no espelho atrás de qualquer imagem que possa me revelar a sonata em ré maior presa aqui
em qualquer lugar.
Mas não encontro.
Mas não são nada.
Só reflexos.

Mais um verão que chega e vai embora.
Mais algumas voltas no relógio da vida
e tudo que eu vejo é o meu semblante
sempre fantasiado de cinza.
Diga-me, o que devo fazer pra voltar a ver o que outrora era festa?
Hoje o silêncio é soberano.
Talvez nem ele, de certa forma, aqui se encontra.
Diga-me, o que devo sentir pra ocupar o lugar que jamais pensei deixar sozinho?

Diga-me o que devo fazer para ocupar esse espaço vazio.
Preenchido de um pedaço de céu claro e algumas poucas folhas de papel -cheias de nada também-
Diga-me o que devo sentir pra ocupar o lugar que jamais pensei deixar sozinho.
Passo os olhos no espelho e é quando me olho nele, que o vazio se torna cheio,o silêncio se amarfanha dentro de cada entranha
e me suga o pouco do sentir que ainda me resta.
Já não me resta.


Daniela de Abreu e Marcos Felipe.