Meus sonhos verdes

Arrisco-me a escrever aqui tudo que penso,sinto,creio e quero.

Tudo que sou eu.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Ela não sabe

Já faz um tempo quando a gente se encontrou
Eu percebi a intenção do seu sorriso
Por um segundo aquilo quase me enganou
Mais eu queria era me divertir com isso ♫♪

terça-feira, 6 de outubro de 2009

O tempo

Hoje parei para observar o mundo,dediquei a mim alguns minutos do dia, e consegui não pensar em nada.Estava só,sozinho com o tempo e comigo.
Deitado sobre um gramado qualquer,percebi o quanto é incrível observar o céu,e nele buscar respostas para tudo que vem acontecendo comigo.
Uma imensidão azul,enfeitada de branco e algumas cores que adicionam-se com o passar do dia.Viajando entre uma nuvem e outra,percebi que as nuvens, assim como eu,estão sempre em uma constante movimentação. Movimentando-se muitas vezes pra lugar nenhum, as nuvens vão se formando,se desenhando sobre o céu, mas no fim acabam desfeitas e sem forma alguma.E para tudo isso ha um único motivo:
O tempo; Tempo que passa depressa,voando,transformando em segundos uma linda e desenhada nuvem em nada,somente lembranças que ficam no lugar vazio que essa nuvem ocupava.
Observando agora a mim mesmo e não as nuvens,vejo tudo que sou até agora e percebo o quanto preciso aprender sobre a vida,sobre o que é realmente viver.Não posso impedir o passar do tempo, e mesmo assim continuo vivendo,aprendendo sempre mais sobre a vida,sobre mim.
Tudo isso é passageiro,sei que o tempo que vivi não vai voltar,quero e preciso olhar pra frente,viver o hoje. Pois amanhã,o que sobrará de tudo isso vão ser só lembranças, que um dia o tempo também apagará.

Marcos Felipe

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Presença

É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,
teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento
das horas ponha um frêmito em teus cabelos...
É preciso que a tua ausência trescale
sutilmente, no ar, a trevo machucado,
as folhas de alecrim desde há muito guardadas
não se sabe por quem nalgum móvel antigo...
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela
e respirar-te, azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu sentir
como sinto - em mim - a presença misteriosa da vida...
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com o teu retrato...
E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te.

Mario Quintana.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Tudo que eu preciso

                 E tudo ia tão bem, nós dois  e todas as tardes que passavamos juntos, momentos que já são parte da nossa história. 
História de uma vida inteira, de poucas páginas, mas de muito valor. 
Não consigo entender o que anda acontecendo e o porque de estarmos tão próximos e ao mesmo tempo tão distantes.
                  Acordo todos os dias querendo que o ontem fosse hoje, e torcendo para que nunca chegue o amanhã.
Percebo então que todo o meu esforço está sendo em vão. O tempo está passando, e nós não podemos mudar esse triste fato.
Tenho a impressão de que já se passou tempo demais, e por nós dois pouco foi feito em todo esse tempo que perdemos.
                  Sinto a sua presença mais não te vejo aqui comigo, está sempre distante,inalcansável.
E então eu fico aqui, saboreando o amargo que me consome ao sintir a sua falta.
Não quero deixar o tempo nos afastar, quero te ver sempre ao meu lado, quero seus olhos sempre nos meus, preciso de você em mim.
                   Desde que você entrou em minha vida, me pergunto se tudo isso é normal,me questiono se essa vontade de ter você sempre comigo é algo natural.
Preciso de você aqui perto de mim, despertando meus pensamentos e sorriros, alimentando minhas vontades e desejos.
Preciso estar ao seu lado, pois só voce consegue me entender melhor.
Você, só voce sabe e tem tudo o que eu preciso.
 

Marcos Felipe.
                  

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Caminhando

                 Sinto saudade dos tempos de criança, onde tudo era colorido,tudo era tão mais simples.
Saudade da minha inocência, da minha infantilidade.
Não tenho muito do que reclamar, tenho uma boa família apesar de tudo, tive uma ótima infância, e vários exemplos que sigo até hoje.
As vezes me pego pensando no dia de amanhã, me assusto ao tentar imaginar quem vou ser daqui um ou dez anos, me assusto pelo fato de não conseguir pensar nisso, de não vizualizar o meu futuro e tudo que eu planejo.
                  É cruel a vida de quem não tem nenhum propósito, dói bastante viver sem saber o que me espera daqui pra frente.
Tudo se torna tão difícil quando você começa a ver a vida como ela realmente é, não é aquela explosão de cores que eu vi na infância, também não é como aquela linda história que meu pai me contava todos os dias antes de dormir. 
A vida é fria, escura e impiedosa.
                   A medida que eu procuro entender mais sobre tudo isso, começo a trilhar um caminho cheio de incertezas e medos que fazem questão de sempre me perturbar.
Medo de viver? Não, não mesmo, medo do que me espera, medo do que ainda não consigo entender.
Não tenho muitas escolhas a fazer, posso viver como um animal doméstico, sempre preso por uma coleira, sem vontade própria e planos reais, apenas existindo. Ou então continuo a caminhar, tentando olhar em todas as direções e não só para frente.
                    Não tenho garantia nenhuma de que estou fazendo a escolha certa, mas sei que devo continuar caminhando, devo seguir meus próprios passos, e encontrar todas as respostas que procuro. Uma tarefa um tanto quanto assustadora, porém necessária.
Então continuo sempre assim, enfrentando meus medos, trilhando o meu  caminho sem nenhuma idéia do que vai acontecer, aprendendo a viver comigo mesmo.


Marcos Felipe

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Quem ?

E se eu fosse o primeiro a voltar
Pra mudar o que eu fiz
Quem então agora eu seria?

Ahh, tanto faz
E o que não foi não é
Eu sei que ainda vou voltar
Mas eu quem será?


Los Hermanos - O velho e o moço


quarta-feira, 2 de setembro de 2009

O espelho

- Dr. Papaderos, qual o significado da vida?

Seguiu- se a risada habitual e as pessoas se mexeram nas cadeiras, querendo ir embora.

Papaderos levantou a mão, silenciando a sala, e me olhou por um longo tempo, perguntando com os olhos se eu estava falando sério e vendo nos meus que eu estava.

- Vou responder à sua pergunta.

Ele tirou a carteira do bolso da calça, pôs a mão dentro da divisória de couro e pegou um espelho redondo bem pequeno, mais ou menos do tamanho de uma moeda de vinte e cinco centavos.

Disse então o seguinte:

- Quando eu era pequeno, durante a guerra, éramos muito pobres e vivíamos em um vilarejo distante. Certo dia, na estrada, encontrei os pedaços partidos de um espelho. Uma motocicleta alemã tinha se acidentado naquele lugar.

- Tentei encontrar todos os pedaços e juntá-los, mas não era possível. Então só guardei o pedaço maior. Este aqui, que esfreguei em uma pedra, fazendo-o ficar redondo. Comecei a brincar com ele e fiquei fascinado ao descobrir que podia refletir a luz em lugares escuros, onde o sol nunca brilhava: em buracos profundos, fendas e armários. Aquilo virou um jogo para mim, levar luz aos lugares mais inacessíveis que conseguia encontrar.

- Guardei o espelhinho e, à medida que ia crescendo, eu o tirava do bolso nos momentos em que não estava fazendo nada e continuava com o desafio do jogo. Quando virei homem, comecei a entender que aquilo não era só uma brincadeira de criança, mas uma metáfora para o que eu poderia fazer com a minha vida. Acabei percebendo que não sou a luz ou a fonte de luz. Porque a luz - a verdade, a compreensão, o conhecimento – está ali e vai iluminar muitos lugares se eu a refletir.

- Eu sou apenas o fragmento de um espelho do qual não conheço a forma nem a finalidade. Mesmo assim, com o que tenho, posso refletir a luz nos lugares escuros deste mundo, sobretudo nos corações dos seres humanos, e posso mudar algumas coisas em algumas pessoas. Talvez outras pessoas me vejam fazendo isso e façam o mesmo. É para isso que eu vivo. É este o significado da minha vida.

Robert Fulguhm.