De braços dados com a loucura.
Sobrevivemos a tudo, meu amor
Não leve embora o meu sorriso
Abrace a vida, como for.
Dê braços dados à loucura.
Subentendemos a todos com vigor
Não escureça o teu vazio
Vivendo em tanto desamor
Reflita-se sempre
Sem pressa, enquanto for.
Marcos Felipe
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Egonizando
Sempre abrimos os olhos pra ver o que não se pode enxergar.
Mas nem sempre conseguimos chegar até onde os olhos passam.
Onde os olhos deveriam ficar.
Fechar.
O que é sempre, fica só.
Sempre fica, mas nem sempre é.
E o que foi ?
Me diz você, que nunca quer ser.
Deixa de dizer o que é
Deixa pra lá.
Deixa ser, mas nunca de estar.
Marcos Felipe
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Entrelinha
Deixa essa saudade morrer.
Joga fora o teu receio.
Deixa que o vento leva embora a flor, o gosto amargo do café de ontem e as tardes de chuva.
Tudo passa.
Passa e volta.
Então deixa...
Deixa essa saudade se perder.
Que tal ficar pra escrever uma outra frase sem memória?
Vem dançar e esquecer da hora.
Pois o tempo, esse não volta.
Vem dizer que não quer mais outro lugar pra ser.
E então, deixa...
Vamos ver essa saudade ir embora.
Vem...
Esquece a tua sanidade no sofá.
O normal, de tanta sombra se desfaz.
De peito aberto, diz pro vento
que um dia há de se encontrar.
Abre a janela, deixa o sol entrar
Diz pro tempo que chegou a hora.
Que o relógio já tocou
E ventou, parou agora.
Vem dizer que eu não preciso mais me preocupar com despedida.
Que a sua passagem, dessa vez é só de ida.
Vinda.
Marcos Felipe
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
sábado, 29 de dezembro de 2012
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Sabemos fingir
Porque todas as vezes que fui, não voltaram.
E todas as vezes que voltaram, eu não fui.
E não foi.
E se não é, não tem de voltar.
Marcos Felipe
domingo, 16 de dezembro de 2012
Diamantes
Salão de festa
enfeitado com safiras e rubis.
A mão que espera, tira da terra
a pedra certa pra nunca mais
viver assim.
Anseios lapidados pra mudar o nosso tom
Detalhes esquecidos
Pra emudecer o canto altivo
de quem um dia já brilhou.
Mas se deixou levar.
E a cobiça, tantas vezes nobre amiga
Um belo dia, lhe arruinou.
Agora brita, sem valor e boa estima.
Busca paz em tons de cinza
Anda só, sem desfile em avenida.
Provando o gosto amargo
dessa vida esquisita.
E no espelho, agora vê um rosto opaco.
Que um dia, já foi pedra bonita.
Marcos Felipe.
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