segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Pra me situar
Não sabe mais o que te faz feliz
Não sente mais o que nos faz seguir.
Não volto mais pra te salvar de ti.
Já não sei mais o que tirou de mim.
Se está em paz, é hora de partir.
Leve embora os abraços
Jogue fora aquelas tardes
Sinta amargar todas as palavras que perdemos no tempo.
Conte pro vento sobre tudo que não somos.
Decidi ficar
Sorrir
Ver o céu cair
Sem pressa
Sem pressa.
Marcos Felipe.
domingo, 29 de dezembro de 2013
Talvez, você.
Mentiras se repetindo até virarem verdade.
Lucidez embriagada, faz teu mundo perder brilho.
Mas afinal, me diz qual a graça de viver assim?
Sempre entorpecida, afogada nas próprias tramas dessa sua estranha maneira de curar feridas.
Fecha os olhos, se esconde e corre do sol, mas chora, lamentando-se com a lua dos dias cinzas que não vão embora.
Derrama sobre a mesa, litros e mais litros de hipocrisia.
Omite à você mesma os próprios sorrisos, a calmaria.
Mas não te importa, se é sempre tudo uma grande mentira.
Outro dia vai passar, outras horas vão chegar
e cá pra nós, você não tem motivos pra mudar.
Afinal, se nada disso te faz pensar, pra que abrir os olhos?
Que diferença vai fazer ?
A verdade é aquilo que você não se preocupa em entender.
Mas quem se importa ?
Eu? Você?
Vai saber...
Marcos Felipe
Lucidez embriagada, faz teu mundo perder brilho.
Mas afinal, me diz qual a graça de viver assim?
Sempre entorpecida, afogada nas próprias tramas dessa sua estranha maneira de curar feridas.
Fecha os olhos, se esconde e corre do sol, mas chora, lamentando-se com a lua dos dias cinzas que não vão embora.
Derrama sobre a mesa, litros e mais litros de hipocrisia.
Omite à você mesma os próprios sorrisos, a calmaria.
Mas não te importa, se é sempre tudo uma grande mentira.
Outro dia vai passar, outras horas vão chegar
e cá pra nós, você não tem motivos pra mudar.
Afinal, se nada disso te faz pensar, pra que abrir os olhos?
Que diferença vai fazer ?
A verdade é aquilo que você não se preocupa em entender.
Mas quem se importa ?
Eu? Você?
Vai saber...
Marcos Felipe
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Sobre o quarto, 505.
"Mas eu sei, ainda há luz
onde a sombra se alojou.
Vagalumes escondidos brilham em segredo.
Teus costumes bêbados, são apenas anseios apontados
num espelho de banheiro."
Marcos Felipe.
onde a sombra se alojou.
Vagalumes escondidos brilham em segredo.
Teus costumes bêbados, são apenas anseios apontados
num espelho de banheiro."
Marcos Felipe.
domingo, 3 de novembro de 2013
Sobre algumas horas mortas
Sete e cinquenta e três.
O silêncio da madrugada que já fora amigo, se foi.
O mundo volta à sua rotina.
Domingo, tudo parece estar em seu devido lugar.
Mais um dia como outro qualquer.
Bom dia camarada!
Bom te ver!
Por onde esteve ?
Ontem pensei que fosse hoje.
E hoje, quando será ?
Não sei.
Talvez nem deva saber.
Tanto faz.
Certeza tenho de que andaste por onde deveria estar.
E sei que vai continuar a ser assim.
Não se prende luz em caixa parda.
Não se prende sol em chuva branda.
Deixa brilhar.
Deixe entrar.
Abra a janela, tome um café e sente-se.
Sinta-se.
Sabemos que o tempo haverá de passar
Levará de nós tudo que ainda não temos
Então deixe ofuscar o que não cabe aos olhos.
Sinta queimar.
Marcos Felipe
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
...
Tempo difícil esse que chegou.
Vazio, estranho, alojado.
Inflamado e sem prazo de validade.
Como todos nós, perecendo.
Apertado, como todos os nós.
Marcos Felipe
Vazio, estranho, alojado.
Inflamado e sem prazo de validade.
Como todos nós, perecendo.
Apertado, como todos os nós.
Marcos Felipe
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Eu não quero ser domingo
Legal mesmo é ver o tempo passando
As máscaras caindo
O baile acabando.
Tudo se perdendo.
Falta cor, falta verdade
O que não falta, é vaidade.
Legal mesmo é ver sorrisos postiços por todos os lados
Serpentinas espalhadas no salão.
Aquela festa toda, cheia de felicidades de verão.
A música parou.
O confete, desanimou.
As luzes não encantam mais.
Rostos cansados começam a se espalhar por todas as partes.
Semblantes desolados.
As mesmas pessoas, cheias de problemas e rotinas banais.
Todos na mesma nota, em tons de domingo.
Já nem sei se é mesmo tão legal assim toda essa festa.
Marcos Felipe
As máscaras caindo
O baile acabando.
Tudo se perdendo.
Falta cor, falta verdade
O que não falta, é vaidade.
Legal mesmo é ver sorrisos postiços por todos os lados
Serpentinas espalhadas no salão.
Aquela festa toda, cheia de felicidades de verão.
A música parou.
O confete, desanimou.
As luzes não encantam mais.
Rostos cansados começam a se espalhar por todas as partes.
Semblantes desolados.
As mesmas pessoas, cheias de problemas e rotinas banais.
Todos na mesma nota, em tons de domingo.
Já nem sei se é mesmo tão legal assim toda essa festa.
Marcos Felipe
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