Meus sonhos verdes

Arrisco-me a escrever aqui tudo que penso,sinto,creio e quero.

Tudo que sou eu.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Aceito a condição.

Faz algum tempo que tudo se perdeu
Mas afinal, se perdeu o que ?
Não sei mais.
Não sei nem se encontrei o que perdi algum dia.

Tanto faz
Outra vez eu volto a falar sobre tudo que eu deveria esquecer
sobre você e todas as vezes que acreditei falar de nós.

Tanto fez.
Essa é a verdade.
Parece que realmente tudo não passou de mero capricho do tempo.
Glacê de um bolo de vento.
Pelo menos é isso que você me faz sentir.
Suas palavras, ou a falta delas, me levam sempre pro mesmo lugar
Pra lugar nenhum.

Não vou mais falar da dor que sinto ao fechar os olhos e ver você
e nem do amargo abraço no travesseiro por ser ele a única companhia na hora de dormir.

Quebrei a ampulheta do meu tempo
E agora o tempo que tinha
se misturou com o sangue que ficou nos cacos de vidro espalhados pelo chão.
Quem se importa ?
Você ?
Parece que não.
Nem eu, talvez.

Vamos deixar ser como bem quer
e ver até onde vai essa história mal contada e mal escrita.
Mantenha a pose, diga que continua sem se importar
e eu aceito a condição.
Vamos dançar essa música até o final
Vai ser como jogar limão nos olhos e olhar pro sol.
Mas tanto faz, tanto fez.
Afinal, quem se importa?



Marcos Felipe.




sexta-feira, 30 de março de 2012

Dançando a vida eu vou seguindo.
Sigo por ai, perdido aqui,me encontrando em qualquer lugar.
Mais uma noite, mais um motivo pra você não esquecer
que sou bem mais que mero enfeite na sua sala de estar.
Levanta e faz pose, vamos dançar a mesma canção enquanto o tempo não resolve mudar.
Encosta teu corpo no meu, levante e faça a noite clarear.
Joga pro lado esses lençóis e deixa ser como bem quer.
Canta comigo aquela música que ouvimos juntos tantas vezes.
Vamos aproveitar as luzes apagadas da cidade enquanto o tempo não muda tudo de lugar.

Marcos Felipe.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Reflexo da alma

Em que espelho perdi mesmo minha face?
vivo procurando reflexos de minha alma
procuro por diferentes olhos e olhares
um eu perdido por algum lugar.

Que o silêncio possa se estender por todo o percurso da madrugada.
Passo os olhos no espelho procurando qualquer palavra que possa me explicar absolutamente
o significado do não-amor...
que me revele o amargo, o ausente e afogue essa urgência narcisista que alcança cada pensamento meu.
Passo os olhos no espelho atrás de qualquer imagem que possa me revelar a sonata em ré maior presa aqui
em qualquer lugar.
Mas não encontro.
Mas não são nada.
Só reflexos.

Mais um verão que chega e vai embora.
Mais algumas voltas no relógio da vida
e tudo que eu vejo é o meu semblante
sempre fantasiado de cinza.
Diga-me, o que devo fazer pra voltar a ver o que outrora era festa?
Hoje o silêncio é soberano.
Talvez nem ele, de certa forma, aqui se encontra.
Diga-me, o que devo sentir pra ocupar o lugar que jamais pensei deixar sozinho?

Diga-me o que devo fazer para ocupar esse espaço vazio.
Preenchido de um pedaço de céu claro e algumas poucas folhas de papel -cheias de nada também-
Diga-me o que devo sentir pra ocupar o lugar que jamais pensei deixar sozinho.
Passo os olhos no espelho e é quando me olho nele, que o vazio se torna cheio,o silêncio se amarfanha dentro de cada entranha
e me suga o pouco do sentir que ainda me resta.
Já não me resta.


Daniela de Abreu e Marcos Felipe.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Mais uma noite

Mais uma noite em claro sem você.
Dói saber que outro dia está por começar
e você não estará aqui pra reclamar do relógio ao despertar.

Engulo a seco a amargura de ter deixado tudo chegar a este ponto.
Mais uma noite em claro pensando em você
Mais algumas horas acordado lembrando o quanto era bom ter você comigo.

O sol já encosta na janela
o silêncio da noite começa a ir embora
mas nada é capaz de ocupar o vazio que ficou dentro de mim.

Amargo é o gosto da saudade nesse momento.
Dolorosa e impiedosa
Corrói por dentro como fogo em palha.
Mas tudo bem
Deixo estar.
Não quero fuga,nem promessas.
Quero a certeza.
Quero dormir sabendo que vou abrir meus olhos e te ver.
Quero acordar e me sentir completo
deixar o tempo e a saudade de lado
e me encontrar outra vez em teu abraço.



Marcos felipe.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Interlúdio

O silêncio dói.
Dói e mata por dentro
Va ga ro sa men te.

O silêncio que me acompanha acaba com toda e qualquer tentativa de fuga
de vida ou até de morte.
Me consome.
Não sei mais o que faço pra isso tudo acabar
Pra esse silêncio tão incomodo me abandonar

Preciso da sua voz pra musicar a minha vida
Preciso da sua presença pra quebrar esse silêncio que escuto
quando procuro dentro de mim um coração.

Dedico a você todos os tons e todas as notas de qualquer refrão
que grite por mim tudo que eu venho tentando te mostrar todos esses dias.

Entenda que enquanto esse silêncio assombrar seus pensamentos
da mesma forma que arruinou os meus
tudo vai continuar dessa forma.

Espero somente uma palavra sua
pra extinguir esse amargo silêncio que nos afasta
que nos degenera.


Marcos Felipe.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O desembarque

Era fim de tarde e tudo estava em seu lugar.
Sentado na beira do cais, avistava o movimento das embarcações, que chegavam e partiam a todo momento.
Eu adorava aquele lugar,perdia a noção do tempo.
E a cada desembarque,uma nova história eu tinha pra contar.

Já tinha viajado por Itália,França,Portugal,Inglaterra,conhecido nobres cavalheiros e belas damas.
Lutei contra piratas e corsários, fui herói,descobridor,pescador e aventureiro.
De fato, era um grande sonhador.
Mas como não se perder por toda magia,insânia e beleza daquele lugar?
Não enxergava ali um simples cais, era uma grande fábrica de sonhos.

Gostava de passar o tempo observando as pessoas.
Era incrível ver aquela enorme explosão de sentimentos que as dominavam quando estavam partindo ou chegando por aqui.
Dentre todos os sentimentos,o que predominava,era uma estranha mistura de esperança e saudade.
Na maioria das vezes,expostos ao mundo com lágrimas e sorrisos.

Mais uma tarde ia chegando ao seu final quando algo me chamou atenção no meio de tudo que acontecia ali no cais.
Estava chegando mais uma embarcação, mas essa era diferente de todas as outras que ja tinha visto por ali. Seus traços refinados e sua complexa arquitetura despertaram minha curiosidade.
Esperei atenciosamente pelo seu desembarque.
Queria descobrir logo quem eram e o que faziam aqui.

As pessoas começaram a desembarcar, despertando agora não só a minha, mas a curiosidade de todos ali.
Por um momento todo aquele ritmo frenético, toda a movimentação ali contida era um simples detalhe.
Olhava ao meu redor e assim como eu, todos estavam prestando atenção nesse estranho desembarque.
Corro meus olhos por todas aquelas pessoas que desciam com suas malas e filhos daquela embarcação.
Buscava algum tipo de explicação para o que estava acontecendo, mas não estava entendendo muita coisa.
Nobres senhores e Belas moças desembarcavam, crianças correndo por todos os lados e fazendo seus criados correrem juntos.
Muitas malas, poucos sorrisos e diversas dúvidas.
Era tudo que eu conseguia ver.
Era tudo, até você aparecer.

No meio de toda aquela confusão, de todas aquelas pessoas que desembarcavam, algo me chamava muita atenção.
Na verdade, alguém acabava de roubar toda a minha atenção.
Acabo por fixar meu olhar em uma só direção, em um só rosto.
E tudo agora passa a ser segundo plano, por um breve momento, senti como se o tempo tivesse estático.

De fato, estava perplexo.
Jamais havia encontrado tanta beleza em uma só pessoa que tenha passado por ali.
Observava o seu desembarque, e nada mais me importava.
Me perdi por toda beleza que tinha acabado de encontrar naquela pequena moça.
Uma pequena moça desajeitada, tentava arrumar seu cabelo que voava para todos os lados com o vento forte.
Seu cabelo escuro, deixava sua pele ainda mais clara.
Traços delicados e minuciosos desenhavam seu rosto.
Mesmo de longe, podia ver um lindo sorriso acanhado que surgia naquele momento.
Mas o que mais prendia minha atenção eram seus olhos cor de noite.
Seus lindos olhos escuros e intrigantes,misteriosos.

Precisava arrumar um meio de me aproximar, não sabia ao certo porque precisava fazer isso, mas queria ver essa moça de perto e confirmar tudo que naquele momento eu já sabia:
Estava encantado por completo.
Um milhão de sentimentos acabavam de se misturar dentro de mim, criando alguma coisa forte o suficiente pra me fazer ir ao seu encontro.

Antes que eu pudesse pensar em alguma coisa, fui surpreendido.
Quando me dei conta, ela caminhava na minha direção.
Não sabia o que fazer, ela estava se aproximando e tudo que eu conseguia fazer era ficar parado
observando aquela linda moça cada vez mais perto.
Eis que então mais uma vez algo me surpreende.
Minhas mãos começam a formigar, um estranho frio na barriga me surge
e onde foi parar mesmo todo meu ar ?

Ela estava ali, parada bem na minha frente.
Meu coração dispara feito um cavalo de corrida.
Ela era bem mais encantadora do que eu tinha visto de longe.
Inevitavelmente,solto um sorriso enquanto corro meus olhos por ela até chegar em seu rosto.
Me deparo agora com um olhar acanhado, ainda intrigante, mas desta vez, sereno.
E então ela sorri pra mim, e meu coração que antes batia feito um louco, se acalma.
Penso em um milhão de coisas pra falar,
mil maneiras de começar uma conversa e tudo que eu consegui soltar foi um pequeno "oi" fantasiado de amarelo.

- Oi.

- Olá, você poderia me ajudar ? - Disse ela ainda com aquele belo sorriso no rosto.

- Sim, posso. Do que você precisa ?

- Gostaria de saber onde fica a loja do senhor Almeida.

- Almeida ? Ricardo Almeida ? - Sabia que se tratava mesmo do senhor Almeida, mas mesmo assim, pergunto na esperança de render mais um pouco aquela conversa.

- Sim, ele mesmo! Pode me dizer como chego até a loja dele ? - Ainda sorridente, ela torna a repetir a sua pergunta.

- Sim claro! É só você seguir adiante e logo você encontrará a loja. - Sem tirar os olhos dela, aponto por onde ela deve prosseguir para encontrar a loja do senhor Almeida, torcendo para que ela me peça para leva-la até lá.

- Ok, muito obrigada! - Ela me responde sem muitas delongas enquanto pega sua mala e desvia seu olhar para a direção que eu a indiquei.

- Desculpe perguntar, mas o que procura na loja do senhor Almeida ? - Pergunto a ela com um pouco de receio do que ela possa responder.

- Sou filha dele, vim para morar e estudar aqui, perto do meu pai. - Ela me responde um pouco sem graça, olhando novamente em minha direção.

- Entendo. Bom, espero que goste da cidade, costumo passar muito na loja do senhor Almeida para jogar conversa pro ar. Algum outro dia apareço por la e caso queria conhecer melhor o lugar onde vai morar, posso te mostrar a cidade. - Quase que sem nenhuma esperança, a convidei para um passeio,precisava arrumar algum jeito de encontra-la novamente.

- Olha, por mim tudo bem! Não sou muito de sair, mas de fato preciso conhecer um pouco este lugar. E já que meu pai não terá tempo de fazer isso por mim, passe na loja e conversaremos melhor. - Falou a bela moça dos olhos cor de noite enquanto começava a caminhar para a loja do senhor Almeida.

Por dois segundos eu senti meu coração parar.
Não sabia ao certo se isso era bom ou ruim
mas de qualquer forma, sei que o que tinha acabado de acontecer
era forte o suficiente pra me deixar assim.
Estático.

Mais dois segundos se passaram e então consigo voltar a realidade quase perdida no meio de milhões de pensamentos que me vieram a cabeça naquele momento.
Quando me dei conta, ela já estava caminhando
e por um breve e satisfatório devaneio, acabo por me esquecer de perguntar seu nome.
Mas não me importa.
Nada me importava naquele momento.
Sem entender bem o que estava acontecendo comigo, só conseguia sorrir.
Sorria com o coração, e sem me preocupar com mais nada
sabia que de alguma forma,teria muitos outros motivos pra sorrir
por causa daqueles lindos olhos cor de noite.
Sabia que todas as histórias vividas e contadas por mim, não se comparavam a que começava a ser escrita ali, naquele momento.




Marcos Felipe.


terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Preciso voltar a ser o que sempre fui e
esquecer o que me tornei quando decidi abrir meu coração pra você.
Preciso esquecer como é ruim lembrar dos dias que eu estive feliz
achando que esse era o meu lugar.


Maarcos Felipe.